Devido a inúmero pedidos a coordenação do 12º Encontro Nacional de Astronomia (ENAST) prorrogou as inscrições para participantes, apresentação de trabalhos, exposição e concurso de astrofotografia.
Prorrogadas as inscrições para o 12º ENAST
enast inscrições concursosÁsia assiste ao mais longo eclipse do século

A Ásia assistiu nesta quarta-feira ao mais longo eclipse solar total deste século. O sol foi completamente escondido pela Lua durante seis minutos e 39 segundos em uma região pouco habitada do Pacífico. Na China, a escuridão durou quase cinco minutos e, na índia, menos de quatro.
Milhões de asiáticos acompanharam o evento envolvidos em muita expectativa e superstição. No norte da Índia, um milhão e meio de peregrinos hindus foram à cidade santa de Kurukshetra para se banhar durante o eclipse em águas purificadas para "libertarem suas almas". Em todo o continente, pelo menos cinco milhões de hindus manifestaram sua fé banhando-se em águas sagradas.
Em um vilarejo do norte do Bangladesh, um país muçulmano, dezenas de milhares de pessoas em um estádio "começaram a chorar e a tremer de medo quando o sol desapareceu e aplaudiram quando ele voltou", contou Banamali Bhoumik, funcionário do local.
Caravanas de astrônomos amadores e profissionais percorram longas distâncias para testemunhar o evento. Cientistas esperam conseguir coletar informações para estudar os fenômenos solares. Para eles, será uma oportunidade de observar longamente a corona do sol, um anel luminoso que a fica a um milhão de quilômetros da superfície solar. Os pesquisadores querem saber o que faz com que a temperatura da corona chegue a dois milhões de graus.
O eclipse pôde começar a ser visto no Oceano Índico, ao longo da costa oeste da Índia. Depois de atravessar o país de oeste a leste, a sombra seguiu rumo ao Nepal, passando por Butão, Bangladesh, Birmânia, China e pelas Ilhas meridionais japonesas Ryukyu até o Pacífico.
(Com agência France-Presse)
Fonte: Site da revista Veja.
Curso de introdução à astronomia na UFSC.
O Planetário da UFSC promove o curso de " Introdução à Astronomia 'Leitura do Céu e Sistema Solar' 2009" de 20 à 31 de julho no anfiteatro do planetário, Campus Trindade, Florianópolis. O curso ocorrerá de segunda à sexta das 19:00 às 21:00 horas e não é necessário nenhum pré-requisito.
No curso será apresentado uma pequena história da astronomia, indo de antiga à moderna. Além de conceitos básicos como aspectos geométricos, coordenadas celestes, movimentos, a esfera terrestre e eclíptica. Também serão trabalhadas constelações, como efemérides, cartas celestes e muito mais.
Outro tema que será bastante abordado é o sistema solar, onde o estudante conhecerá sua denominação, movimentos, variações de brilho e diâmetro. Verá também a estrutura do sistema solar, dinâmica, parâmetros físicos do Sol, sistema Terra-Lua, planetas terrestres e pequenos corpos.Também conhecerão os instrumentos astronômicos, binóculos, telescópios. Tendo como complemento aulas práticas onde aplicarão os conhecimentos adquiridos.
As inscrições podem ser feitas a partir do dia 12 de maio de 2009 na secretaria do Planetário da UFSC. O valor da inscrição é R$ 70,00 e R$ 50,00 para estudantes.
Para maiores informações tem os telefones: (048) 3721.9241; (48) 9103.4145 ; (48) 9971.1513 ou e-mail: planetar@cfh.ufsc.br
A Volta do Cometa
cometa nigel calderO livro é um roteiro da cometologia através da história, apresentando de maneira clara, sua origem até o momento da publicação do livro. Para quem gosta de história da astronomia, essa é uma boa opção de leitura.
Sobre o autor
Nigel Calder é um jornalista científico britânico, que trabalhou para a revista New Scientist de 1956 a 1966 atuando como jornalista e editor. Depois desse período trabalhou como roteirista de diversos documentários sobre ciência populas para a BBC e a Channel 4 (Londres). Além da publicação de vários livros de divulgação científica.
Ganhou o prêmio Kalinga para a Popularização da Ciência em 1972 por seu trabalho na televisão. Além desse prêmio em 2004, seu livro Magic Universe fora selecionado para o Prêmio Aventis de Livros de Ciências.
Grande cético do aquecimento global, participou do polêmico documentário The Great Global Warming Swindle. Seu último livro fora publicado em 2007 com o título "A Chilling Stars" em conjunto com o autor Henrik Svensmark.
Silêncio do Sol
silêncio sol mínimo máximo NASADurante o ano passado não aconteceram manchas solares em 266 dos 366 dias do ano, mais de 73% do ano sem atividade. Mas na metade do ano passado alguns cientistas já alertavam que os dados estavam surpreendendo. Porém, outros vieram a público dizer que seus colegas estavam fazendo cálculos errados.
Hoje estão todos preocupados, refazendo seus próprios cálculos. Quem dizia que tudo estava normal chegava a afirmar que 2008 marcaria o Mínimo solar, e já estaríamos entrando em uma fase ascendente, rumo ao próximo Máximo Solar, previsto para ocorrer em 2012.
Mas o Sol continua a desmentir qualquer previsão, pois os primeiros dados de 2009 indicam que este ano pode ser ainda mais calmo em termos de manchas solares do que o marasmo de 2008. Até 31 de março não haviam sido registradas manchas solares em 78 dos 90 dias de 2009 o que corresponde a 87% de silêncio solar.
Mínimos Solares
Os mínimos solares ocorrem a cada 11 anos, como parte natural de um ciclo solar, descoberto pelo astrônomo alemão Heinrich Schwabe, ainda no século XIX.
As manchas solares são ilhas de magnetismo de tamanho similar ao de um planeta, que surgem na superfície do Sol. São elas responsáveis pelas tempestades solares, ejeções de massa de corona solar e emissões intensas de raios ultravioleta.
Schwabe fez um gráfico com os números de manchas solares e percebeu que os picos de atividade eram sempre seguidos por um período de calmaria, separados entre si por 11 anos. Isto tem sido verdade nos últimos 200 anos. O ciclo atual começou em 1996, ou seja, o seu Mínimo Solar deveria ter acontecido por volta de 2007.
Além de poucas manchas solares, ainda tem ocorrido ventos solares mais fracos. Segundo medições da sonda espacial Ulysses, houve uma queda de 20% na pressão do vento solar desde meados dos anos 1990, o menor desde que as medições começaram nos anos 1960.
Os ventos solares mantém os raios cósmicos galácticos fora do Sistema Solar. Com a diminuição do vento solar, mais raios cósmicos penetram no nosso sistema, resultando em maiores riscos para os astronautas, que não estão protegidos pela atmosfera terrestre. Ventos solares mais fracos também resultam em menos tempestades geomagneticas e menos auroras boreais e austrais.
Outras sondas espaciais da NASA também revelam que, desde o Mínimo Solar de 1996, o brilho do Sol caiu 0,02% no comprimento de onda da luz visível e 6% no comprimento de onda ultravioleta.
Estas variações são suficientes para produzir efeitos importantes porque a atmosfera superior da Terra recebe menos calor do Sol. O que é bom para os satélites artificiais que passam a sofrer menos arrasto, podendo aumentar sua vida operacional. Mas, por outro lado, isso também significa que o lixo espacial vai ficar mais tempo em órbita, oferecendo risco para esses satélites e para todos os que ainda serão lançados.
Se esse período de calmaria durar mais 1 ano, o atual Mínimo Solar superará os mínimos registrados em 1913 e 1901.
Agenda de eventos da região
- O Observatório Astronômico de Brusque (OAB) promove todo segundo e terceiro sábado de cada mês palestras e sessões de observação. A palestra sobre temas atuais da Astronomia começa às 20:00 hrs no próprio observatório.
Também é feita a exibição de vídeos temáticos. Em seguida ocorre a sessão de observações dos principais astros disponíveis na noite usando dois a três instrumentos. Se estiver nublado ou chuvoso não haverá observação.
As próximas palestras e sessões ocorrerão nos dias 9 e 16 de maio. Para maiores informações entre em contato com o observatório nos telefones 0 xx 47 3355-5550 ou 0 xx 47 9937-1084.
- O Planetário da UFSC realizará de 22 de junho a 03 de julho o curso de introdução a astronomia "Leitura do Céu e Sistema Solar" no Anfiteatro do Planetário. O curso ocorrerá de segunda à sexta durante duas semanas consecutivas, tendo inicio às 19:30 e término às 21:30 totalizando 20 horas-aula.
As inscrições custam R$ 70,00 e para estudantes R$ 50,00. Para maiores informações entre em contato nos telefones 48 3721-9241 ou 48 9103-4145 .
As observacões astronômicas de Galileu
Durante a palestra o Prof. Fernando irá falará sobre as observações astronômicas de Galileu em 1609. Sendo que elas serviram para contestar a teoria de que a terra era o centro do Universo, embora esta na época padecia de inúmeras e graves objeções mecânicas e astronômicas (além das objeções da própria Igreja). E, foram estas observações que serviram de argumento para a teoria heliocentrica de Copérnico.
Também será comentado no evento sobre o livro "A Mensagem das Estrelas" do próprio Galileu. O livro fora terminado em 1610 e relata as observações de 1609, que servira de instrumento para comprovação da hipótese coperniana. Além disso, toda a sua produção intelectual subsequente até sua condenação em 1633, esteve a serviço dessa hipótese e de uma nova cosmovisão, opositora da metafísica cristã aristotélica-tomista.
Sobre o palestrante
Fernando Lang da Silveira é doutor em Educação e professor associado da Univesidade Federal do Rio Grande do Sul, lotado no Instituto de Física. Atua na área de Pesquisa em Ensino de Física com especial interesse em Métodos quantitativos aplicados à pesquisa de ensino, História e Filosofia da Ciência e Temas de Física Geral.
Para maiores informações sobre a palestra acessem o site http://www.planetario.ufrgs.br/.
Teoria dos Quasares


Amantes do céu
Astronomia será nova graduação da UFRGS
Eles querem avisar ao mundo sobre as estrelas. E, este ano, os astrônomos estão mobilizados em todo o planeta para celebrar o Ano Internacional da Astronomia (AIA 2009). No Estado, a boa notícia vem do alto do centenário Observatório da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em 2010, a universidade oferecerá o curso de Física, com ênfase em Astronomia.
A astrofísica (ainda restrita ao pós-graduação) é mais matemática do que física. É mais computador do que luneta. Mas não perde o encanto do observador de estrelas. Quem estuda o universo se dedica a uma ciência pura, cercada de lógica e treinamento específico que começa a atrair novos pesquisadores ao bacharelado do Instituto de Física da UFRGS.
– Além da Astronomia, vamos oferecer o currículo tradicional e outras duas ênfases nas áreas computacional e ciências dos materiais, com foco na nanotecnologia. A ampliação inclui ainda um novo curso de Engenharia Física – adianta Sandra Denise Prado, coordenadora da graduação.
Seja qual for a opção, que passará a ser definida, a professora alerta para a exigência do currículo da Física. A graduação é a que registra um dos maiores índices de evasão da universidade, com mais de 50% de desistência.
– É preciso gostar muito de ciência e estar disposto a estudar. Na Astrofísica, por exemplo, muita gente ainda tem uma ideia romântica. Mas o treinamento em matemática e física é muito forte – avisa a professora.
Como são poucos que se formam, diz Sandra, os físicos encontram boas oportunidades em indústrias e empresas. Bancos e o setor financeiro também buscam o profissional que tem a lógica como ferramenta.
– É uma profissão idealista – diz o diretor de Observatório da UFRGS, Basílio Santiago.
Ao assumir a coordenação do Observatório da universidade, em janeiro, Basílio tornou-se também o responsável pela divulgação do AIA 2009 no Estado. E tem promovido a aproximação da comunidade com o universo em eventos públicos que reúnem centenas de curiosos do céu.
– Muitos astrônomos que trabalham com a observação estelar, como eu, passam o dia em uma sala, fazendo simulações, interpretando dados. Nosso cotidiano não é feito de pura observação. Mas somos amantes do céu, e os telescópios do mundo fazem parte da atividade –diz.
Graduado em Física, em 1987, Basílio cursou doutorado nos Estados Unidos e defendeu a tese no Observatório Nacional, em 1993.
Lúcia Pires
Publicado no jornal "Zero Hora".
Roteiro para ver estrelas no Ano Internacional da Astronomia

Ana Lúcia Borges
Inspirados pelo ano temático, sugerimos um roteiro para ver estrelas. Se não de perto, como nas milionárias viagens espaciais, ao menos com o reforço de um telescópio poderoso. O programa inclui hotéis com passeios para avistar astros, em lugares como o Deserto do Atacama ou Bali, e observatórios que podem ser visitados no pico de uma montanha francesa coberta de neve ou num prédio como o do Griffith Observatory que já serviu de locação para o filme "Juventude Transviada", de 1955, estrelado (!) pelo astro (!) James Dean.
Publicado no jornal "O Globo".
UFRGS promove sessões astronômicas para adultos
Estrela de nêutrons é fotografada em nebulosa planetária
Embora seja pequeno em torno de 19km de diâmetro, o PSR emite uma poderosa energia composta por íons e elétrons que é capaz de criar estruturas complexas ao seu redor como a mão cósmica da foto acima.
Os pulsares são fragmentos de estrelas que entram em colapso, conhecido também como supernova. E na maioria das vezes possuem um campo gravitacional até 1 bilhão de vezes superior ao da Terra. Porém o PSR surpreende os astrônomos com uma força gravitacional que é cerca de 15 trilhões de vezes maior do que a do nosso planeta. Devido a isto ele é considerado um dos geradores eletromagnéticos mais potentes da galáxia.
Florianópolis tem programa de observação aberta ao público
O programa "De Olho no Céu de Floripa" promovido pelo Grupo de Astrofísica da UFSC ocorre todas as quartas-feiras a partir das 18:30 no Observarório da universidade.
O projeto consiste na observação aberta ao público de astros e eventos astronômicos relacionados ao dia. E busca à divulgação científica de forma estimulante e agradável e à complementação da formação de estudantes e professores da rede de ensino básico.
Durante as observações é utilizado um telescópio de 12 polegadas de alta tecnologia, equipado com uma câmera de imageamento digital (CCD) e um computador de controle. Também é feito o uso de lunetas astronômicas do Departamento de Física.
As observações são gratuitas e não necessitam de agendamento prévio. Para maiores informações acesse o site http://www.astro.ufsc.br/extensao/extensao.html.
Encontro de astronomia reune profissionais e amadores da AL

Durante o evento serão apresentadas várias palestras por alguns dos mais significativos astrônomos brasileiros e latino americano, além de trabalhos desenvolvidos por observatórios e instituições do Brasil e da América Latina.
No ENAST, também ocorre o forúm para discussão de assuntos de interesse dos astrônomos para divulgar a Astronomia, possibilitando o acesso da população em geral ao conhecimento científico.
Também no evento este ano ocorrerá o 5º Concurso Nacional de Astrofotografia e o 1º Concurso Latino-Americano de Astrofotografia, que premiará as melhores imagens brasileiras e latino-americanas em diversas categorias. Além dos concursos haverá uma grande Exposição de Astrofotografias, onde participarão as imagens obtidas antes de 17 de novembro de 2008 e que não participarão dos concursos.
Paralelo ao ENAST ocorre o 1º Encontro de Observadores de Cometas onde acontecerão palestras, apresentações orais, resumos e painéis onde pôsteres abordarão a atividade de observação de cometas.
Enastinho
Os estudantes do ensino fundamental e médio e professores poderão participar do Enast visitando exposições de astrofotrafias, participando de mini-cursos e mostra de instrumentos astronômicos.
Inscrições
As inscrições de participantes ocorrem de 01/02/2009 a 31/08/2009 e são gratuitas. Além disso é possível conseguir alojamento gratuito. As vagas para alojamento feminino já estão esgotadas.
Para maiores informações acesse o site http://web.sercomtel.com.br/enast/index.htm




